the race is long

few are the ones who keep their dreams about the world

Um estilo de vida

Se há uma primeira lição que aprendemos com os holandeses é a de trabalhar para viver e não de viver para trabalhar.

Tirado daqui.

Já assim pensava antes de vir para cá e a minha experiência cá só veio reforçar esta ideia.

Só trabalho porque realmente preciso do dinheiro para comer e fazer as coisas de que gosto. De outra forma? Não trabalharia. Se ganhasse o euromilhões? Não trabalharia. Há tanta coisa para fazer por esse mundo fora que não consigo perceber as pessoas que vivem para trabalhar.

Mesmo aquela história “se tiver que trabalhar muito, que seja agora que sou novo/a” não me cabe na cabeça. Se somos novos e podemos curtir a vida, mais uma razão para o fazermos já! Faremos quando? Quando tivermos 5 putos a gritar que têm fome? Ou quando tivermos 60 anos e já não nos conseguirmos mexer como fazemos hoje? Não.

A vida é para curtir e aproveitar já porque a vida não espera por nós. A única coisa certa que temos nesta vida é que HOJE estamos cá. Pensar que me vou matar a trabalhar HOJE para AMANHÃ poder ter uma vida mais descansada? Não percebo.

Hoje. Agora. Já.

Conformismo?

Há pessoas que nunca irão perceber a importância que tem um telefonema inesperado ou uma visita inesperada.

Há pessoas que se irão sempre conformar com uma vida normal, mediana, sem grandes rasgos de ousadia ou de risco.

Uma coisa eu sei, no dia em que eu me encostar sem pensar em grande, em boas e grandes acções, algo vai mal na minha vida e muita coisa tem que mudar.

Será esta a altura?

O tempo e a comida são uma merda, mas pelo menos… #2

… ninguém me chateia a cabeça quando o Sporting perde.

Ousar hoje e sempre

Há um tempo em que é preciso abandonar as roupas usadas, que já têm a forma do nosso corpo, e esquecer os nossos caminhos, que nos levam sempre aos mesmos lugares. É o tempo da travessia: e, se não ousarmos fazê-la, teremos ficado, para sempre, à margem de nós mesmos. 

Fernando Pessoa

Foi feitiço

Ontem fiquei a trabalhar até tarde, juntamente com duas pessoas da minha equipa. Eram 21h30 quando sai do trabalho. Por volta das 20h, uma das Managers veio ter connosco com uma garrafa de vinho tinto na mão e oferece-nos. “Vá lá, já que têm que estar aqui a estas horas, pelo menos bebam este vinho…”

Oh, quem sou eu para rejeitar uma coisa destas?

Depois do primeiro copo, começou a ficar difícil de trabalhar e começámos a dispersar a atenção. Foi quando a minha colega da Roménia me disse: “Eu conheço uma música portuguesa, vou-te mostrar!”

Já perceberam o porquê do título do post? A gaja pôs a tocar num volume considerável a música do André Sardet.

Mais priceless que a minha cara de choque, foi a cara de wtf? que o outro colega (que é Ucraniano, btw) fez. Muito bom! :)

Yeah!

Bem sei que previsões meteorológicas a 8 dias valem o que valem, bem sei que os gajos se enganam e essas coisas todas. Mas diz que vão estar entre 27ºC (máxima) e 19ºC (mínima) no dia em que chego a Lisboa.

Estou em êxtase.

Happy Queen’s day

Hoje é o dia da rainha cá nos Países Baixos.

A festa começou logo cedo para os Holandeses.

Foto do centro de Amesterdão ainda antes do meio-dia

Eu vou começar daqui a pouco na associação portuguesa com um franguinho da Guia e umas imperiais (sim, vai haver cerveja portuguesa de pressão).

Para terem noção da dimensão do evento, numa das praças principais da cidade costumam-se juntar cerca de 800 mil pessoas. Fora o resto…

Feliz dia da rainha! :)

Assim ninguém se entende!

Alguém me sabe dizer porque razão os indianos, quando lhes estamos a explicar alguma coisa, dizem que sim, mas abanam a cabeça da direita para a esquerda e da esquerda para a direita como quem diz que não?

Que confusão.

Eu já tentei imitá-los, mas o meu cérebro não permite. Se digo que sim, abano a cabeça automaticamente de cima para baixo e de baixo para cima.

Tentem lá.

A minha primeira aula de holandês

Ontem tive a minha primeira aula de holandês.
Antes de mais nada, gostava de referir que as aulas são grátis.

Eu nem sei por onde começar.

A professora é uma senhora baixinha, na casa dos 50 ou 60, vestida como uma vidente, daquelas da bola de cristal que aparecem nos filmes. Tem um chapéu de aladino. Usa uns óculos de massa pretos a cair pelo nariz abaixo. Não fala português. Mal fala inglês, espanhol e francês. Costumava dar aulas a emigrantes ilegais que chegavam do norte de África.

Quando entrámos na sala desatou a falar holandês como se não houvesse amanhã e nós ficámos todos com ar de wtf?.

Basicamente, não tem noção nenhuma. Eu esperava que começássemos por aprender o abecedário, como se pronunciam as letras, os números, os dias da semana, as horas… Mas não. Começámos com frases e de seguida explicou como se conjugava uns quantos verbos regulares no presente. Isto tudo a falar holandês, a explicar o sujeito, verbo, complemento em holandês. Só quando pedíamos para ela falar inglês é que tentava dizer qualquer coisa. Por exemplo, a tradução “Piet leest een boek” (O Piet lê um livro), ela traduziu em inglês para “Piet reading book”. Ou seja, foi uma confusão, só para aí à quinta é que percebi quando ela me pediu para ir ao quadro escrever umas cenas.

Momentos altos:

  • No intervalo atravessámos a rua para comprar umas Super Bocks na associação portuguesa e levámos para a aula (tudo com a autorização da professora, claro).
  • Quando alguém disse “ela usa fraldas” enquanto a professora escrevia qualquer coisa no quadro.
  • Quando a professora me pediu para repetir a palavra “getal” (significa número) e eu disse em bom português “rectal” (o “g” em holandês lê-se “r”).

Para a semana há mais.

Os Holandeses e o stress

Passei por este post da Andorinha des-norteada e não pude deixar de identificar o mesmo tipo de padrões nos Holandeses.

Lá por onde trabalho já aconteceu um gajo mandar um pontapé numa parede e ficar um buraco (a parede também era de papel ou perto, mas pronto). De vez em quando, essa mesma pessoa, desaparece. Deixa tudo em cima da secretária (carteira, chaves, telemóvel, …) e desaparece. Só volta a aparecer no dia seguinte. Começa a stressar e desorienta-se.

Além desta personagem, desde que lá estou, uns 2 ou 3 holandeses meteram baixa (de 6 meses, nunca menos) porque estavam com depressões, esgotamentos, etc.. Não aguentam. E posso-vos dizer que na minha empresa não se trabalha assim tanto (comparando com Portugal, se vou comparar com empresas Holandesas se calhar trabalha-se mais do que a média). Há picos, como em todo o lado, mas há muitos e muitos dias que antes das 18h a malta está na rua.

Fraquinhos, pá.

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